
A qualidade da aquacultura começa antes da engorda do peixe. Começa na origem dos alevinos, na qualidade genética, na sanidade, no transporte, no maneio e na ração utilizada. Foi esta a mensagem central da apresentação do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade sobre as normas desenvolvidas no âmbito do MAMAP.
A sessão destacou duas normas moçambicanas fundamentais para a cadeia da tilápia: a Norma Moçambicana 1274, sobre avaliação da qualidade de alevinos de tilápia, e a Norma Moçambicana 1275, sobre qualidade de ração para tilápia. Estas normas ajudam produtores, fornecedores, autoridades e compradores a falar a mesma linguagem sobre qualidade.
A norma sobre alevinos estabelece critérios para avaliar a qualidade dos animais usados na aquacultura nacional. Inclui aspectos como fonte dos alevinos, idade das matrizes, uniformidade, aparência, condição corporal, barbatanas, escamas, olhos, brânquias, comportamento, sanidade, espécie, resistência pós-transporte, circulação interna e quarentena.
A norma sobre ração define requisitos para matérias-primas, rastreabilidade, aditivos, medicamentos veterinários, composição nutricional, qualidade física dos pellets, flutuabilidade, humidade, presença de finos, cor, odor e segurança. A ração de má qualidade pode reduzir o crescimento, aumentar perdas, contaminar tanques e comprometer o rendimento do produtor.
Estas normas são importantes porque reduzem a incerteza no mercado. Permitem proteger o consumidor, melhorar a concorrência, estimular boas práticas, reduzir fraudes e promover insumos mais seguros. Também apoiam processos de licenciamento, certificação e acesso a mercados mais exigentes.
Num sector em crescimento, a normalização é uma ferramenta prática de desenvolvimento. A tilápia moçambicana só poderá competir melhor se os produtores tiverem acesso a alevinos saudáveis, ração segura e critérios claros de qualidade.
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