
O projeto Acesso ao Mercado dos Produtos da Aquacultura Moçambicana (MAMAP) promoveu um programa de formação para inspectores do Instituto Nacional de Inspeção do Pescado (INIP) em Moçambique. Esta iniciativa, parte integrante da capacitação da instituição, visou aumentar a proficiência dos inspectores na realização de controlos oficiais nas unidades de produção de aquacultura, especialmente em áreas como medidas de biossegurança, licenciamento e monitorização de fábricas de ração.
Realizada de 23 a 27 de Outubro de 2023, a formação foi estrategicamente concebida para capacitar os inspetores com as competências necessárias para inspecionar instalações de fabrico de alimentos para animais aquáticos, garantir a biossegurança das explorações, realizar vigilância sanitária e epidemiológica e implementar medidas de quarentena. O objetivo era permitir-lhes posteriormente disseminar estes conhecimentos, replicando a formação a nível provincial ou distrital, dentro do sector privado, conforme apropriado.
Durante o programa de uma semana, a ênfase foi colocada na compreensão da cadeia de valor da aquacultura e na abordagem dos desafios relacionados com a qualidade que afetam o acesso aos mercados locais, regionais e internacionais. Os principais tópicos abordados incluíram uma visão geral das práticas nacionais e internacionais de aquacultura, boas práticas de fabrico, protocolos de higiene, rastreabilidade na aquacultura, saúde dos animais aquáticos, biossegurança nas explorações piscícolas e verificação da metodologia de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (HACCP).
A formação adotou uma abordagem de formação combinada, incorporando instruções teóricas e atividades práticas, bem como questionários de autoavaliação para reforçar a aprendizagem. É importante salientar que a metodologia utilizada foi concebida para ser escalável a nível local, tendo em conta as diferentes capacidades e especializações dos formadores individuais.
O projeto MAMAP opera no âmbito do Programa Global de Acesso ao Mercado (GMAP) e é implementado em Moçambique pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONIDO), com o apoio financeiro da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (Norad).




