
No âmbito do MAMAP/GMAP, implementado pela UNIDO, com financiamento da NORAD, a AMPCM descreve, em vídeo, o que muda quando um grupo de piscicultores deixa de ser associação e passa a ser cooperativa e por que isso melhora o acesso a serviços, contratos e mercados.
No vídeo, a Associação Moçambicana para Promoção do Cooperativismo Moderno (AMPCM) explica, em linguagem prática, as diferenças entre associação e cooperativa e os impactos dessa transição no dia-a-dia dos produtores.
“Deixam de ser associação sem fins lucrativos e passam a ser uma empresa cooperativa cujo objectivo é beneficiar os seus membros.”, disse Elidio Dias, da AMPCM.
A mudança de figura jurídica traz capacidade empresarial: a cooperativa pode abrir conta bancária, contratar, emitir factura, celebrar acordos de fornecimento e aceder a serviços especializados.
“A partir de agora, eles podem ter acesso a outros serviços, como serviços financeiros.”
O que muda na relação com o mercado
A AMPCM sublinha que a cooperativa organiza a oferta e aumenta o poder de negociação dos piscicultores:
- Volume e escala para negociar insumos e preços de venda;
- Previsibilidade para quem compra (planos de entrega e reposição);
- Credibilidade perante bancos, fornecedores e autoridades.
“A cooperativa garante a entrega do produto de forma constante e regular — isto é uma vantagem. Outra vantagem é o poder de negociação e a construção de um mercado mais seguro.”
Governação e gestão que ficam
Para além do estatuto legal, a cooperativa institui órgãos sociais, regras de admissão e saída de membros, capital social, prestação de contas e mecanismos de decisão colectiva. Estes elementos criam disciplina de gestão, base para qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade económica.
O papel da AMPCM e o enquadramento UNIDO
A AMPCM apoia a formação, a facilitação das assembleias e o acompanhamento pós-constituição, trabalhando com instituições públicas e o projecto MAMAP – Market Access of Mozambican Aquaculture Products, implementado pela UNIDO com apoio do da NORAD. O enfoque é claro: fortalecer capacidades, melhorar conformidade com normas e ligar produtores a mercados de forma duradoura.
Porque cooperativa?
- Mais oportunidades (crédito, projectos, contratos);
- Mais previsibilidade (planeamento produtivo e logístico);
- Mais rendimento (escala, melhor preço médio, redução de perdas);
- Mais voz (negociação colectiva e representação formal).
Assista ao vídeo para ouvir, na íntegra, o depoimento da AMPCM sobre o caminho de associação → cooperativa e o que esse passo significa para a profissionalização e o acesso a mercados dos piscicultores.