
Nacuxa, Distrito de Nacala – Província de Nampula, 28 de Janeiro de 2026
O distrito de Nacala acolheu, recentemente, em Nacuxa, mais uma sessão de formação em biossegurança em aquacultura, no âmbito do Projecto MAMAP – Market Access for Mozambican Aquaculture Products, implementado pela UNIDO com financiamento da Norad, em parceria com instituições nacionais do sector.
A acção reuniu piscicultores e técnicos locais com o objectivo de fortalecer as competências práticas para a prevenção de doenças, controlo de pragas e melhoria da gestão sanitária das unidades de produção, com enfoque particular na produção de tilápias, camarão e outras espécies aquícolas.
Durante a formação, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre medidas essenciais de biossegurança, incluindo o controlo de riscos associados a pássaros e outros vectores, a prevenção da contaminação da água, a adopção de boas práticas de higiene e a implementação de procedimentos preventivos antes da ocorrência de surtos sanitários.
Um dos participantes sublinhou que a biossegurança é determinante para a sustentabilidade da actividade, afirmando que “a adopção correcta das medidas permite prevenir doenças e pragas e alcançar uma produção mais eficiente, sustentável e de qualidade”, acrescentando que a biossegurança representa “quase a chave” para o sucesso das unidades de produção.
A formação destacou ainda a ligação entre a biossegurança na aquacultura e a saúde humana, reforçando que unidades de produção saudáveis dependem de práticas sistemáticas de prevenção, planeamento e monitoria dos riscos sanitários.
A sessão de Nacuxa integra a segunda fase da série nacional de formações em biossegurança promovida pelo Projecto MAMAP, que visa apoiar o desenvolvimento de uma aquacultura mais resiliente, alinhada com os requisitos sanitários e fitossanitários exigidos pelos mercados regionais e internacionais.
Ao reforçar as capacidades dos produtores de Nacala, a iniciativa contribui directamente para a melhoria da qualidade da produção, a redução de perdas causadas por doenças e pragas e o fortalecimento da competitividade da aquacultura moçambicana, em linha com a Estratégia de Desenvolvimento da Aquacultura 2020–2030.















